“O Biscoito Globo surgiu junto com o tatuí. Só que o tatuí desapareceu. O Biscoito Globo não.” Ziraldo, cartunista/escritor (mineiro, carioca por adoção)

Ó, o Globo!

Sou um ícone da carioquice, um amigo de infância, dizem até que já sou membro da família. Memória gustativa de 99,9% dos que no Rio de Janeiro vivem, viveram ou viverão. Sou repleto de curiosidades. Estreei por aqui no Aterro do Flamengo, fiz fama em Botafogo. Sou sessentão, mas nem pareço. Sou redondo e farelento, com muito orgulho. Sempre fresquinho, só ando de verde ou vermelho. Tem quem goste de mim bem bronzeado. A maioria me prefere salgado. O mate é meu melhor amigo, somos quase inseparáveis. Adoro praia, estou sempre no Maracanã, não importa qual time esteja em campo. É verdade o que dizem por aí, não circulo por rua pouco movimentada. Embora meus pais tenham raízes espanholas e portuguesas, sem mandioca eu nada seria. Detesto publicidade, “Pra quê?”, pergunto, “Se já sou tão querido!” Metido a iguaria, frequento festas descoladas, mas não perco as infantis, não mesmo. Tenho um parente que vive tentando me imitar, nem ligo. Sou saudável e nutritivo, pode me traçar sem culpa. Uns gostam, outros me adoram. Há até os que me idolatram, é sério (afinal, sou global). Bem, há um ianque que me detesta, lá em Nova York, tá out ele. Minha receita de sucesso? Sou feito com muito amor e carinho.


  • Gênero: Biografia e Memórias
  • Páginas: 192
  • Formato: 16x23
  • Ano de lançamento: 2017
  • Preço: R$ 54,90
  • Preço do ebook: R$ 29,90
  • ISBN: 978-85-5889-037-3
  • E-ISBN: 978-85-5889-038-0

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  • Já perdi a conta do número de vezes em que o Biscoito Globo me salvou a vida no passado. Na rua, às pressas, entre um compromisso e outro de trabalho e sem tempo para almoçar, era só esticar o braço e aparecia um providencial vendedor – para me dar prazer e mitigar a fome. O incrível do Biscoito Globo é que ele não é gostoso só quando você está com fome. Acho que ele iria bem até no meio de uma feijoada. A outra coisa importante para mim é que, quando volto de alguma viagem – e os que me conhecem sabem que não gosto de sair do Rio –, a melhor maneira de constatar que estou de novo em casa é quando vejo à venda um saco do Biscoito Globo.

    Ruy Castro



  • O Biscoito Globo é como o vento. Traz histórias de alegria e folguedo (palavra engraçada, mas que me veio agora), e desmancha na boca com um barulhinho leve, o gostinho equilibrado do doce com o salgado e a sensação de estar sendo sapeca. Biscoito de vento, gostinho de sol, de parque e de amizade. Todo mundo reparte o Biscoito Globo. Repartir é dar aula de amor. Viva o Biscoito Globo.

    Jane Duboc

    Cantora (carioca da gema)

  • Salgado e doce é o biscoito, olhaí!’ Desde garoto, na praia de Ipanema, esse grito era mortal. A garotada saía da água e se atracava no saco de biscoito. E com a boca roxa de frio deitava e rolava com a barriga na areia quente, perto das quadras de vôlei. Ali dividiam o biscoito que rolava redondo e risonho na boca da galera que mastigava observando as moças de biquíni. Eu preferia o doce, mas se não tivesse, o de sal também caía bem e descia legal!

    Evandro Mesquita

    Ator e cantor (carioca da gema)

  • Muitas são as lembranças das tardes de praia com o Biscoito Globo, sempre crocantinho e delicioso. Quando um amigo da Costa Rica veio ao Rio pela primeira vez, eu lhe disse pra não deixar de provar aquele biscoito que vendiam na areia. Bastava esperar o famoso anúncio do ambulante e ele logo ia saber qual era: ‘Olha o Biscoito Globo!’, eu cantei pra ele. Dias depois ele me contou que, assim que chegou à praia e ouviu o ambulante, lembrou na hora e comprou o biscoito. Até hoje, quando nos encontramos, ele canta: Olha o Biscoito Globo aí!

    Ruth Alencar Castro

    Advogada (carioca da gema)





Foto da Autora Ana Beatriz Manier

Ana Beatriz Manier

Autora

Nasceu em Niterói, residiu sete anos em Pelotas (RS), quando então mudou-se para a serra fluminense.

Formada em Administração e Letras, especializou-se em língua inglesa, literaturas de língua portuguesa e tradução, trabalhando desde 2001 como tradutora literária.

Em 2011, decidiu também se tornar escritora. Publicou o livro infantil Astrobeijo (Ed. Cubzac), além de contos e crônicas no blog Autores S/A e na Revista Samizdat, e participou das antologias Poesia.com (Ed. Multifoco) e Contos mínimos (Ed. Penalux).

Em 2014, começou o trabalho de biografias de marcas e produtos. Atualmente, divide a vida profissional entre as cidades de Nova Friburgo e Rio de Janeiro.